Alerta: Médicos pedem que grávidas não usem sabonetes antibacterianos: Eles podem fazer o bebê nascer menor:

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Alerta: Médicos pedem que grávidas não usem sabonetes antibacterianos. Eles podem fazer o bebê nascer menor:

Mulheres grávidas estão sendo alertadas para não fazerem uso de sabonetes antibacterianos. O motivo é que o seu uso pode afetar tanto a saúde da gestante como também a de seu bebê.

O estado de Minnesota, nos EUA, proibiu, recentemente, a venda de sabonetes antibacterianos que levam um componente chamado ‘triclosan’. A proibição entrará em vigor em Janeiro 2017. 

O produto químico é associado a uma série de problemas relacionados à resistência de bactérias e está presente em aproximadamente 75% de todos os sabonetes líquidos no mercado.



Em 2010, por exemplo, pesquisadores da Universidade da Flórida descobriram que o triclosan esconde uma enzima ligada ao metabolismo do estrogênio. Durante a gestação, esta enzima, chamada estrogênio sulfotransferase, ajuda a metabolizar o hormônio feminino e o leva através da placenta para o feto em desenvolvimento.

De acordo com pesquisadores da revista Environment International, quando o estrogênio chega até a placenta, passa a ter um papel crucial no desenvolvimento do cérebro e da regulação de genes dos bebês.

A realidade é que o sabão antibacteriano realmente não está fazendo nenhum bem à saúde; na verdade, é mais provável que ele esteja causando danos, teoricamente.

Em vários estudos com animais, o triclosan tem influenciado o sistema endócrino através de uma complexa interação de hormônios que regulam a maior parte dos aspectos do crescimento de um animal e sua reprodução.

A exposição ao triclosan mostrou uma redução na contagem de esperma em peixes machos, além de ter acelerado o início da puberdade em fêmeas de camundongo, e diminuído a presença dos hormônios da tireóide em ratos machos. Devido a estes achados em estudos com animais, a FDA e a EPA (órgão de proteção ambiental dos EUA), estão colaborando em pesquisas para estudar o efeito da droga sobre o sistema endócrino humano.

Existem algumas evidências de efeitos colaterais. No entanto, um pequeno estudo na Noruega mostrou que as crianças com maiores concentrações de triclosan em sua urina (um dos efeitos da exposição ao triclosan) eram mais propensos a desenvolver alergias sazonais.

No último mês de dezembro( 2013), o FDA emitiu uma proposta de decisão exigindo que os fabricantes de sabão antibacteriano provassem a eficácia de seus produtos. Até agora a espera continua .



Já no Arizona, um novo estudo submeteu mulheres grávidas e seus fetos ao triclosan e triclocarban, dois dos assassinos de germe mais comumente usados em sabonetes e outros produtos de uso diário. De acordo com os pesquisadores, amostras de triclosan foram encontradas em todas as amostras de urina de mulheres grávidas analisadas. Também detectaram triclosan em cerca de metade das amostras de sangue do cordão umbilical, o que significa que há transferência para os fetos. Triclocarban também foi encontrado em muitas amostras.

Pior, que isso foi a descoberta da pesquisadora Laura Geer, da Universidade Estadual de Nova York. Ela diz que o estudo descobriu uma ligação entre mulheres com níveis mais elevados de outro antimicrobiano chamado butilparabeno amplamente utilizado - muitas vezes utilizados em cosméticos - e o tamanho mais baixo dos recém-nascidos.

Além de tudo, nos deixa vulneráveis 

Sabe-se que, quando as bactérias desenvolvem resistência a uma droga, muitas vezes essa resistência se estende a outras drogas similares. Já estamos vendo algumas bactérias com resistência a triclosan, e os pesquisadores temem que as cepas resistentes ao triclosan, à Escherichia coli e ao gênero Salmonela, também possam se tornar resistentes às drogas antibacterianas mais fortes, usadas para combater infecções graves em um ambiente hospitalar. 

Então, como escapar disso tudo? Basta usar um sabonete normal. A verdade nua e crua é que sabonetes antibacterianos não carregam qualquer benefício real – que tenha comprovação científica sobre o sabonete em si, não a substância isolada usada em testes em vitro. E as empresas que os fazem sempre souberam disso. Dê uma olhada de perto no rótulo do sabão antibacteriano da próxima vez que estiver no supermercado. Ele provavelmente vai dizer algo como "mata 99,9% das bactérias mais comuns”, além de ter um asterisco que, olhando atrás da embalagem, verá que os testes foram feitos com apenas 1 tipo de bactéria, no máximo dois. 

Nem "todas" as bactérias. Apenas "as bactérias mais comuns." Aquelas que estão sempre presentes em sua pele e que (com exceção de algumas graves condições médicas) não vão lhe causar nenhum problema. Na verdade, uma boa lavagem com água e sabão é o suficiente para eliminar, praticamente, todos os germes que você precisa eliminar. 

Fonte: DailyMail
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