Carta deixada pela ex-Paquita Patricia do Programa da Xuxa antes de morrer.

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Patrícia, uma ex-Paquita do Programa da Xuxa teria se envolvido com álcool e drogas, e morrido de Aids e deixado uma carta alertando aos jovens.

Um velho e-mail de 2003 que circulou muito fortemente em 2012 pelo Facebook, voltou a carga total agora em 2014. De acordo com a corrente uma ex-Paquita teria se envolvido com drogas aos 13 anos em um  OCTOBERFEST de Blumenau  e posteriormente se prostituído para conseguir sustentar o seu vício. Quase uma repetição do famoso livro que virou filme: Eu, Christiane F., 13 anos drogada e prostituída: Aliás tenho certeza que esse livro foi a grande fonte inspiradora desse hoax mentiroso espalhado na internet.

Vamos ao texto na integra como tem circulado no Facebook:

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"- CARTA ENDEREÇADA AOS JOVENS DO BRASIL

Meu nome é Patrícia, tenho 17 anos, e encontro-me no momento quase sem forças, mas pedi para a enfermeira Dani, minha amiga, para escrever esta carta que será endereçada aos jovens de todo o Brasil, antes que seja tarde demais.

Eu era uma jovem "sarada", criada em uma excelente família de classe média alta de Florianópolis. Meu pai é Engenheiro Eletrônico de uma grande estatal, e procurou sempre para mim e para meus dois irmãos dar tudo de bom e o que tem de melhor, inclusive liberdade que eu nunca soube aproveitar.

Aos 13 anos participei e ganhei um concurso para modelo e manequim para a Agência Kasting e fui até o final do concurso que selecionou as novas Paquitas do programa da Xuxa. Fui também selecionada para fazer um Book na Agência Elite em São Paulo. Sempre me destaquei pela minha beleza física, chamava a atenção por onde passava. Estudava no melhor colégio de "Floripa", Coração de Jesus. Tinha todos os garotos do colégio aos meus pés.

Nos finais de semana freqüentava schoping, praias, cinemas, curtia com minhas amigas tudo o que a vida tinha de melhor a oferecer a pessoas saradas, física e mentalmente.

Porém, como a vida nos prega algumas peças, o meu destino começou a mudar em outubro de 1994.

Fui com uma turma de amigos para a OCTOBERFEST em Blumenau. Os meus pais confiavam em mim e me liberaram sem mais apego.

Em "Blu", achei tudo legal, fizemos um esquenta no "Bude,"famo-so barzinho da Rua XV. À noite fomos à "PROEB" e no "Pavilhão Galegão" tinha um "show maneiro" da Banda Cavalinho Branco. Aquela movimentação de gente era "trimaneira".

Eu já tinha experimentado algumas bebidas, tomava escondido da mamãe o Licor Amarula, mas nunca tinha ficado bêbada.

Na quinta feira, primeiro dia de OCTOBER, tomei o meu primeiro porre de CHOPP, que sensação legal, curti a noite inteira "doidona", beijei uns 10 carinhas, inclusive minhas amigas colocavam o CHOPP numa mamadeira misturado com guaraná para enganar os "meganha", porque menor não podia beber; mas a 5 gente bebeu a noite inteira e os "Otário" não percebiam.

Lá pelas 4 h da manhã, fui levada ao Posto Médico, quase em coma alcoólico, numa maca dos Bombeiros.

Deram-me umas injeções de glicose para melhorar. Quando fui ao apartamento quase "vomitei as tripas", mas o meu grito de liberdade estava dado. No dia seguinte aquela dor de cabeça horrível, um mal estar daqueles com tensão "pregmestru".

No sábado conhecemos uma galera de S. Paulo, que alugaram "apê " no mesmo prédio. Nem imaginava que naquele dia eu estava sendo apresentada ao meu futuro assassino. 

Bebi um pouco no sábado, a festa não estava legal, mas lá pelas 5.30hs da manhã fomos ao "apê" dos garotos para curtir o restante da noite.

Rolou de tudo e fui apresentada ao famoso baseado "Cigarro de Maconha", que me ofereceram. No começo resisti, mas chamaram a gente de "Catarina careta", mexeram com nossos brios e acabamos experimentando.

Fiquei com uma sensação esquisita, de baixo astral, mas no dia seguinte antes de ir embora experimentei novamente.

O garoto mais velho da turma o "Marcos", fazia carreirinho e cheirava um pó branco que descobri ser cocaína. '

Ofereceram-me, mas não tive coragem aquele dia. Retornamos à "Floripa" mas percebi que alguma coisa tinha mudado, eu sentia a necessidade de buscar novas experiências não demorou muito para eu novamente deparar-me com meu assassino "DRUES".

Aos poucos meus melhores amigos foram se afastando quando comecei a me envolver com uma galera da pesada, e sem perceber eu já era uma dependente química; a partir do momento que a droga começou a fazer parte do meu cotidiano.

Fiz viagens alucinantes, fumei maconha misturada com esterco de cavalo, experimentei cocaína misturada com um monte de porcaria.

Eu e a galera descobrimos que misturando cocaína com sangue ela ficava mais forte o efeito, e aos poucos não compartilhávamos a seringa e sim o sangue que cada um cedia para diluir o pó.

No início a minha mesada cobria os meus custos com as malditas, porque a galera repartia e o preço era acessível.

Comecei a comprar a "branca" a R$ 7,00 o grama, mas não demorou muito para conseguir sòmente a R$ 15, 00, a boa que eu recisava no mínimo 5 doses diárias. Saía na sexta-feira e retornava aos domingos com meus "novos amigos".

Às vezes a gente conseguia o "extasy", dançávamos nos "Points" a noite inteira e depois farra.

O meu comportamento tinha mudado em casa, meus pais perceberam , mas no inicio eu disfarçava e dizia que eles não tinham nada a ver com a minha vida.

Comecei a roubar em casa pequenas coisas para vender ou trocar por drogas. Aos poucos o dinheiro foi faltando e para conseguir grana fazia programas com uns velhos que pagavam bem. Sentia nojo de vender o meu corpo, mas era necessário para conseguir dinheiro. Aos poucos toda a minha família foi se desestruturando. Fui internada diversas vezes em Clinicas de Recuperação.

Meus pais sempre com muito amor gastavam fortunas para tentar reverter o quadro. Quando eu saía da Clinica agüentava alguns dias, mas logo estava me picando novamente. Abandonei tudo: escola, bons amigos e família.

Em dezembro de 1997 a minha sentença de morte foi decretada; descobri que havia contraído o vírus da AIDS, não sei se me picando, ou através de relações sexuais muitas vezes sem camisinha.

Devo ter passado o vírus a um montão de gente, porque os homens pagavam mais para transar sem camisinha.

Aos poucos os meus valores que só agora reconheço foram acabando, família, amigos, pais, religião, Deus, até Deus, tudo me parecia ridículo. Papai e mamãe fizeram tudo, por isso nunca vou deixar de amá-los. Eles me deram o bem mais precioso que é a vida e eu o joguei pelo ralo.

Estou internada, com 24kg, horrível, não quero receber visitas porque não podem me ver assim, não sei até quando sobrevivo, mas no fundo do coração peço aos jovens não entrem nessa viagem maluca...

Você com certeza vai se arrepender assim como eu, mas percebo que é tarde demais.

Obs. Patrícia encontrava- se internada no Hospital Universitário de Florianópolis e descreve a enfermeira Danelise, que Patrícia veio a falecer 14 horas mais tarde, de parada cardíaca respiratória em conseqüência da AIDS.

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Afinal quem é essa Ex-Paquita, Patrícia. Simplesmente nunca existiu nenhuma Paquita com esse nome, e a foto que ilustra o haox era de um antigo site que ensinava como aumentar o busto, detalhe: O site era em espanhol. Outras versões do boato circulam com a foto de Luciana Vendramini, com uma tarja de desfoque na foto.


O hoax apresenta uma confusão de datas que chega a ser hilária:


Se ela morreu aos 17 anos - em 2003 -, então no ano de 1994, quando ela foi à Oktoberfest, ela teria 8 anos de idade. Se a morte dela ocorreu em 2002, então ela teria ido à tal festa aos 9 anos de idade.

Ainda que fosse verdade a participação dela na Oktobeerfest com 8 anos de idade, isso significa que aos 13 anos quando ela disse que foi Paquita , ela já era drogada , prostituída e famosa?

Com tantas contradições o hoax foi sendo alterado durante o tempo e só confundiu mais e mais ainda. Mas só não conseguiu se tornar verdade. A história é falsa, Não existe nenhuma Patricia Paquita que tenha morrido de Aids.





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